ESTUDOS

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL



AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL


LEITURA RESPONSIVA: Daniel 9:16-27


VERSO ÁUREO: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, a expiar a iniquidade e trazer a justiça eterna...” (Daniel 9:24)


INTRODUÇÃO DA LIÇÃO

As setenta semanas proféticas de Daniel, determinam a vinda do Messias e Seu sacrifício expiatório, que deu fim ao antigo sistema araônico de purificação dos pecados. Dali em diante o serviço do templo, já nenhum valor mais tinha aquele sacerdócio. Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo. 

QUESTIONÁRIO

1. É certo tomar como ponto de partida o ano 457 a.C. como início das setenta semanas? E as 2300 tardes e manhãs: podem igualmente ser interpretadas por 2300 anos literais e ter seu início na mesma época das setenta semanas?

Segundo Daniel 9:25, sete semanas, e sessenta e duas semanas estão determinadas, a partir da saída da ordem para restaurar e edificar a Jerusalém. Completadas as 69 semanas, então Messias é tirado, fazendo assim cessar o sistema de expiação por sangue de animais. As 2300 tardes e manhãs representam 1150 dias literais e, segundo Daniel 8:21-23, este período cumpriu-se no fim do império grego, ou seja, dentro do domínio do bode peludo. Ora, se o fim do império grego deu-se por volta de 168 a.C., é inacreditável querer fazer com que o início das 2300 tardes e manhãs tenha cumprimento no império anterior, o Modelo Persa. Ademais, a profecia do capítulo oito de Daniel nada tem a ver com a do capítulo nove. A cronologia apresenta um espaço cerca de 15 anos, entre uma visão e outra. A data de 1844, nada tem a ver com a profecia.

2. Como entendiam os reformadores protestantes a questão do Anticristo? Que pensam eles do líder da religião romana?

Jonh Wyclif: “Por que é necessário procurar por outro anticristo? No capítulo sétimo de Daniel o anticristo é forçosamente descrito como sendo uma ponta se levantando no tempo do quarto reino” (Froom, vol. 2 pág. 55).

Lutero (1483-1546): “Nós aqui temos a convicção de que o papado é o lugar do verdadeiro e real anticristo...pessoalmente declaro que devo ao papa nada mais que uma obediência ao anticristo.” (Idem, pág. 256).

Em seu livro “No Cativeiro Babilônico da Igreja”, ele disse do papado: “nada mais que o reino de Babilônia e do verdadeiro anticristo.

Melanchthon (1497-1560): “...é mais manifesto e, na verdade, sem qualquer dúvida, que pontífice romano com toda sua ordem e reino é o verdadeiro anticristo.”

3. Porque os dispensacionalistas acreditam que a 70ª semana está separada da 69ª e que está se cumprirá no fim dos tempos?

Conforme exposto na lição anterior, a ideia da vinda de Jesus em duas fases, não era conhecida antes do início do século 19. Teólogos da época concluíram que o período entre as duas fases era de sete anos e que a profecia de Daniel 9:24-27 fornecia subsídios para sustentação da doutrina.

4. Que eventos estão previstos para os sete anos?

De acordo com o dispensacionalistas N. Lawrence Olson, após o rapto da Igreja, o governador do mundo, o anticristo, fará um acordo de sete anos com o povo judeu. Todavia, no meio da semana, ou seja, após três anos e meio, romperá o pacto que permitiria o restabelecimento da religião judaica e a reconstrução do templo, no lugar onde está a Mesquita de Omar. Colocará no Santo dos Santos a abominação desoladora (Dan. 9:27); Mat 24:15), que pode ser sua própria imagem e exigirá adoração (Ap. 13:15). Assim, esta segunda metade da semana, de 1260 dias literais, será a Grande Tribulação e afetará o povo judeu. Identifica o filho varão da mulher do cap. 12 de Apocalipse como sendo o remanescente fiel de Israel, os 144 mil. No fim dos sete anos e da Grande Tribulação, as nações, aliadas ao anticristo, reunir-se-ão contra Jerusalém e ai serão derrotados por Cristo, em Sua vinda (2ª fase) com os santos. (O Plano Divino através dos Séculos pág. 125-129).

5. Qual é a verdade sobre as setentas semanas? Podemos desmembrar destas a última semana?

Daniel falou de um período de setenta semanas que determinariam a vinda do Messias. Este tempo mede 490 anos; teria início do ano 457 a.C. e não poderia ser aumentado. São 70 semanas sequenciais; ininterruptas. Abrir um parêntesis entre 69ª e a 70ª é uma manipulação da profecia para ajustá-la aos reclamos do dispensacionalismo. Se for permitida esta manobra, o que impediria alguém de colocar outro intervalo em qualquer outro ponto das 70 semanas? Seria correto dizer que de S. Paulo a Curitiba tem 50 quilômetros? Sim, se seguir o método futurista: Você roda 45 kms e desliga o velocímetro e ao se aproximar de Curitiba, o liga de novo e ai totalizará os 50 kms.