ARTIGOS

A IGREJA E A CRISE POLÍTICA BRASILEIRA



Não tenho permissão para tecer quaisquer comentários sobre o tema, em nome da UNIÃO NACIONAL DAS IGREJAS DE DEUS (7ºDIA) NO BRASIL. Mas, como cidadão brasileiro e membro do Conselho Eclesiástico da UNID., venho tecer o meu pensamento e buscar moldá-la conforme os preceitos advindos da Bíblia. Devemos como IGREJA ter um posicionamento racional e inteligente acerca do câncer que abala não somente o Brasil mas o mundo: A corrupção! 
                                                      Este fenômeno maléfico é um desafio político existente nos países do mundo. O avanço da corrupção é assustador e constitui, aliás, uma preocupação de todos nós brasileiros desde quando se criou a república. E vemos cada vez mais o agravamento com o passar dos dias.                    
                                                    Afetando em consequência a vida das pessoas no dia a dia e em todas as dimensões da convivência humana. A verdade é que no momento de decidir em nome do estado, muitos representantes do povo abdicam da lealdade àqueles que os elegeu, a troco de uma fidelidade aos grupos empresariais  que lhes pagam e financiam  a vida política-partidária.  Há ainda o caso de dirigentes dos partidos que são recrutados para lugares nos mais diversos grupos empresariais e assim aumentam a sua capacidade de influência sobre as decisões de estado. E lamentavelmente o fato é tão grave, que o fenômeno da corrupção ocorre nos três níveis de administração pública:-  UNIÃO, ESTADOS e MUNICÍPIOS. Os exemplos de dilapidação do patrimônio público são inúmeros. As consequências são o empobrecimento e a crise. Como combater a corrupção? Quem são os culpados? Como enfrentar esse ambiente repleto de irregularidades e de crimes das mais variadas tipificações? A princípio pelo visto, o combate à corrupção deve ser entendido como um combate duro, muito duro, mas igualmente urgente. Não vai acabar como num passe de mágica. Por mais que seja reorganizado o aparelho de justiça do homem, de forma a dispormos de tribunais atuantes com magistrados capacitados e honestos,  a vida do homem vai de mal a pior. O homem é impotente para resolver e extirpar definitivamente este mau em todas as suas dimensões. Podem até desejar a simplificar o poder legislativo, revogando-se a legislação confusa, com muitas regras em busca da melhor solução. Os governantes mentem todos os dias, enquanto o povo tem sede de  justiça que demora a chegar.
                                           Quando se fala em justiça, lembramos que a autêntica e verdadeira Justiça vem do Criador dos céus e da terra, e de tudo o que existe.  O que o nosso Pai Celestial pensa de tudo isso, e como ele entende como deve ser o nosso comportamento como seus Filhos,  diante das injustiças e as iniquidades  praticadas pelos homens do mundo?
                                           Então qual deve ser o posicionamento da IGREJA DE DEUS? Devemos sair acompanhando as pessoas nas ruas, para reivindicar nossos direitos e anseios? Agitando com panelaços, barulhos, gritarias, com as nossas caras pintadas de verde e amarelo? Estaremos contribuindo para que este mundo realmente modifique e nunca mais haja corrupção? Mentiras? Vaidades? Estabilidade econômica? Boa educação? Estaremos seguros nas cidades e no campo, por que não haverá mais criminalidade?
                                           A melhor atitude é buscar  orientações do Altíssimo,  Pai de Abraão, Isaque e Jacó  “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo. 3 :16)
                                         Afinal ao nos basearmos nos ensinamentos oriundos do Trono da Graça, e praticarmos esses ensinos, caminharemos em chão firme e rochoso.
                                          O apóstolo Paulo deixou claro, ao escrever a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (II Tm 3 : 16).
                                          Esta é a mensagem a ser proclamada, ou seja, observar os conselhos de Deus (Atos 20 : 27).

                                                      O nosso Pai  com sabedoria plena poderá nos dizer como devemos proceder diante dos acontecimentos que vivemos hoje no Brasil e no mundo.  Como cristãos devemos sempre recorrer em primeiro lugar o que a Bíblia nos ensina.  
     Muitos falsos mestres são aconselhados a evitarem assuntos que os ouvintes acham desagradáveis. Muitos já abandonaram a pregação Bíblica, em favor de mensagens devocionais que têm o objetivo de fazer as pessoas sentirem-se bem. Alguns têm substituído a pregação por dramatização e outras formas de entretenimento.
                       Quando Paulo escreveu essas palavras a Timóteo, ele acrescentou este aviso profético: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (II Tim. 4: 3,4).
                                                   Com certeza, a filosofia de ministério do apóstolo Paulo não incluía a teoria de “dar às pessoas o que elas desejam”. Ele não instou Timóteo a realizar uma pesquisa a fim de descobrir o que as pessoas queriam; mas ordenou que ele pregasse a Palavra, com fidelidade, repreensão e paciência.
                                                  O que as pessoas desejam no quadro atual da política brasileira? É agitar... é sair às ruas, com panelaço, é fomentar cada vez mais,  gritando a favor do impeachment! Gritando contra o  golpe!  Com a falsa ilusão que tudo vai mudar para o melhor! 

                                        O POVO DE DEUS DEVE FICAR NO SEU CANTO E ESPERAR EM DEUS! COM ENTENDIMENTO E SABEDORIA!
   
                                                Ao sairmos às ruas ou comentando nas redes sociais estamos nos expondo e sujeitos a usar palavras ofensivas e mal educadas.  Estaremos contribuindo para fomentar a disputa, o ódio, a discórdia, a ambição, a gritaria, os maus costumes, contrariando acima de tudo os princípios Cristãos! É correto?
                              O apóstolo Paulo não estava ensinando Timóteo sobre como ser bem-sucedido; estava encorajando-o a seguir o padrão divino. Paulo não o estava aconselhando a buscar prosperidade, poder, popularidade ou qualquer outro conceito mundano de sucesso. O apóstolo instava o jovem pastor a ser Bíblico, apesar das consequências.
                                         Não temos permissão para embelezar a mensagem ou moldá-la de acordo com as preferências das pessoas.
                                         Em sua segunda carta a Timóteo, Paulo lhe dissera: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste” (II Tm 1:13).
                                         O apóstolo se referia às palavras reveladas por Deus nas Escrituras — todas elas. Paulo instou Timóteo a guardar o tesouro que lhe havia sido confiado. No capítulo seguinte, o apóstolo aconselhou Timóteo a estudar a Palavra e manejá-la bem (II Tm 2:15). E, no capítulo 3, Paulo o aconselhava a proclamá-la. Deste modo, todo o ministério de um pastor fiel gira em torno da Palavra de Deus — manter, estudar e proclamar.
                                          Nada impede que tenhamos nossa opinião sobre os acontecimentos no Brasil, e comentar com nossos irmãos. O que não devemos é externá-la publicamente nos sujeitando a incorrer sérios erros de expressão comportamental. Dando maus exemplos estaremos contribuindo com o que o inimigo de DEUS deseja. Confusão e intriga.  O inimigo do SENHOR é que vibra e aplaude  a desordem e o caos.
                                          Se desempenharmos adequadamente nossa função expressando amor de Deus nos lugares onde Ele nos colocou, seremos úteis ao Senhor JESUS CRISTO em Seu REINO. Lembrando sempre que praticar a justiça significa fazer a vontade de DEUS!

PAZ SEJA CONVOSCO

Pr. Muricy M. da Rocha Loures Jr. (Laranjeiras do Sul Pr.)

20/02/16