ESTUDOS

PÓS-MILENISMO, AMILENISMO E PRÉ-MILENISMO



PÓS-MILENISMO, AMILENISMO E PRÉ-MILENISMO


LEITURA RESPONSIVA: Salmo 47


VERSO ÁUREO: “Porque convém que reine até haja posto a todos os inimigos debaixo de Seus pés.” (I Coríntios 15:25)


INTRODUÇÃO DA LIÇÃO

O mundo se encheu de doutores, filósofos e tantos outros profissionais da religião, pretendendo conhecer os mistérios de Deus. Nesta corrida, inventaram muitas ideias que Paulo qualifica como ensinos segundo suas próprias concupiscências. O povo de Deus tem que estar preparado para resistir a todas as formas de heresia e não ser levado pelos ventos de doutrinas de nossos dias. Vamos conhecer algumas ideias destes homens e procurarmos entender a verdade sobre o assunto.

DEFINIÇÕES:

Pós-milenismo: É a crença de que o retorno de Cristo ocorrerá depois do Milênio. Defendem que a Igreja já é o Reino de Cristo e que a pregação do evangelho, gradualmente converterá o mundo, inclusive os judeus. A primeira ressurreição é espiritual e refere-se a conversão do pecador e a segunda, uma única ressurreição física geral, de crentes e ímpios. No fim do milênio haverá um aumento da iniquidade, a grande tribulação e a soltura de satanás por um pouco de tempo.

Amilenismo: Ou também antimilenismo, não crê na existência do milênio. Afirma que o milênio ou reino milenar é figurativo e se refere à era da Igreja. Que Cristo está, de Seu trono no Céu, reinando sobre a Igreja, Seu Reino Espiritual. Que bons maus estarão juntos até o juízo final, por ocasião da ressurreição geral. Igualmente entendem que a primeira ressurreição seja a conversão do pecador que reinam num sentido espiritual com Cristo hoje e que, na morte, seguem reinando, com Cristo em espírito no Céu. Recuperação seus corpos na ressurreição geral. Ensinam que satanás está preso atualmente, mas será solto por pouco tempo logo após a vinda de Cristo.

Pré-milenismo: Ensina um futura era áurea, mas que para tanto será mister o aparecimento pessoal de Cristo, o qual inaugurará o milênio. Um milenismo exagerado é chamado quialismo, termo derivado de chilía, palavra grega que significa mil, ao passo que o milênio vem diretamente do latim (mille annus). O quialismo ensina que serão restaurados os antigos ritos e sacrifícios, e que Davi retornará a fim de reinar sobre Israel.
O pré-milenismo predominou dentro do pensamento escatológico da Igreja, até surgirem em cena os teólogos alexandrinos (século III d.C.). Orígenes e Clemente sugeriram um ensino simbólico ou alegórico acerca dos mil anos referidos em Apoc. 20:4. Uma Igreja exausta, que havia esperado ardorosamente, mas em vão, pelo imediato retorno de Cristo (séculos I e II d.C.), deixou-se influenciar facilmente por essa perda de coragem, e abandonou a posição pré-milenar. A união com o Estado e a proteção de Constantino, ajudou na ideia de que o milênio havia já começado. A princípio, o amilenismo (que diz que não haverá milênio) foi considerado uma heresia; mas, gradualmente, foi sendo aceito, especialmente através da influência de Agostinho, já no século IV d.C. Agostinho rejeitava o pré-milenismo, taxando-o de literal e carnal demais, e espiritualizou o conceito. O amilenismo tornou-se a posição geralmente adotada pela Igreja Católica Romana, e chegou mesmo a ser defendida pela maior parte dos reformadores protestantes.

QUESTIONÁRIO

1. Que ocorreu com a revolução da fé pós-milenista?

Visto que o mundo, depois da primeira e segunda guerra mundial (1914-18, 1938-45) se tornou cada vez pior, espiritualmente falando, este ponto de vista róseo quase foi totalmente destruído.

2. Quais são as fortalezas e as fraquezas do pós-milenismo?

Positivamente concorda com Jesus que o Reino de Deus estava no meio dos homens e da presença dEle (Mat. 28:19,20) e estimula os crentes de estendê-lo. Negativamente espera por uma conversão maciça do mundo e deixa de lado o agravamento das condições espirituais do mundo (Mat. 24:6-14). Na parábola do joio e do trigo não há menor indicio que o joio venha a ser transmutado em trigo; tem que ser desarraigado e destruído (Mat, 13:30,41). Vivemos sim, no Reino Espiritual da Graça e não no milênio, que será um milênio literal.

3. Quais são as dificuldades da fé amilenista?

Tem sido difícil de se distinguir do pós-milenismo. Homens como Agostinho (354-430), João Calvino (1509-1564), e Benjamin B. Warfield (1851-1921) têm sido reivindicados pelos dois grupos. Muitos amilenistas já foram pós-milenistas.
Aspectos semelhantes: a) A segunda vinda de Cristo inaugurará a era e o estado final tanto para crentes como para incrédulos, havendo uma ressurreição geral e o julgamento de todos os homens; b) Os mil anos de Apoc. 20 são simbólicos e as profecias se cumprem dentro da história da Igreja ou na “nova terra”; c) A primeira ressurreição de Apoc. 20, é espiritual e a segunda é física. A primeira refere-se a vitória dos mártires de Apoc. 20:4-6, visto que os santos referidos são considerados “ressuscitados com Cristo” (Rom 6:1-11; Efés. 2:1-10; Col. 3:1-4).

4. Como podemos entender a fé pré-milenista e que vantagem leva sobre os conceitos anteriores?

A Bíblia ensina que a segunda vinda de Cristo procederá o Milênio e que Ele virá estabelecê-lo sobre a Terra. Como Rei dos reis se assentará no trono de Sua glória (Mat. 25:31) e reinará sobre toda a Terra, de Jerusalém. Ensina que as profecias concernentes a restauração de Israel estão sendo e serão literalmente cumpridas. A Bíblia ensina que a ressurreição dos santos ocorrerá antes do Milênio e que estes participarão do governo, como reis e sacerdotes (Apoc. 5:9,10; 20:6). O Reino não pode iniciar antes da Sua volta (Luc. 19:11,12). Jesus ascendeu aos céus para receber o Reino de Seu pai (Luc. 1:32; Dan. 7:13,14; Luc. 19:15). Cristo hoje não está assentado em Seu próprio trono, mas no do Pai (Apoc. 3:21). Sua vinda tem relações com Seu Reino (II Tim. 4:1). Mais detalhes em “O Reino Milenar”.
A Igreja Primitiva era de fé pré-milenista. O pós-milenismo e amilenismo surgiram depois da apostasia e união com o Estado. As duas ressurreições de Apoc. 20, não podem ser uma espiritual e outra literal. A separação do trigo e do joio se dá antes da implantação do reino. Vivemos hoje como Igreja, o Reino Espiritual da Graça. No Milênio haverá paz e justiça na Terra (Jer. 33:15). Os animais domésticos, selvagens e os homens coabitarão juntos em paz. (Isaías 11:6-9; 65:25).